♕ Blog da Ingrid Dirgni ♕

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Arquivo para o mês “outubro, 2010”

Acordos para um casamento amigavel e duradouro!

Aprendi na lua de mel:

Após o nosso casamento eu e o Fred fomos à praia. E como parceiros (e mineiros) que somos, nos esbaldaram com pranchas de bodyboard.

Na nossa última tarde tivemos companhia no mar: um casal de 60 anos. Surpreendi-me com a vivacidade e habilidade de ambos na prancha. Enquanto ela pegava uma onda, o marido vibrava. E lá ia à charmosíssima senhora deslizando sobre a água, dando animados gritos de yhhuu, com o encorajamento do marido: “GO, baby!”.

Não me contive. O espírito de jornalista falou mais alto. Eles estavam na cidade para comemorar o 35° aniversário de casamento e ao perguntar o segredo para chegar lá, ele me respondeu:

1- Dar espaço um ao outro. Não abrir mão do que se gosta e nem permitir que o outro o faça. Valorizar a individualidade.
2- Nunca dormir brigados.
3- Nunca ir trabalhar brigados. Isso destrói o dia inteiro.
4- Dar espaço para Cristo na vida de vocês.

Terminada a lista, e sem se despedir, ele aproveitou uma ótima onda e deslizou ao encontro da esposa, que o aguardava sorridente na areia. Não os vimos mais. Foi quando percebi que nem o nome deles eu perguntei.

Por: Iana Coimbra


A SANTA CEIA DO SENHOR

Textos: Mateus 26.26… , I Coríntios 11.23-32
Introdução:

Na lição de hoje estaremos estudando a segunda ordenança que o Senhor

Jesus deixou para a Sua Igreja: A Santa Ceia ou Comunhão.

A Ceia do Senhor é a adoração Cristã que foi instituída pelo Senhor Jesus, na véspera de sua morte expiatória. A Ceia do Senhor é um memorial. É celebrada em memória da morte e ressurreição do Senhor Jesus Cristo.

Os elementos simbólicos da Ceia do Senhor são: O Pão que representa o Corpo do Senhor Jesus, e o Vinho que representa o Sangue do Senhor Jesus. Nem o Pão é o Corpo, nem o Vinho é o Sangue. São elementos representativos do Corpo e o Sangue do Senhor Jesus. A Postura do crente ao participar da Ceia deve ser de Gratidão e Louvor ao Senhor pela Salvação outorgada por Cristo, através de Sua Morte e Ressurreição.

I – Comemoração:

A cada celebração da Santa Ceia do Senhor, há uma comemoração toda especial em razão da morte expiatória do Senhor Jesus, que nos libertou do pecado. Celebração traz a idéia de Júbilo, alegria, festa… Jesus nos libertou da morte eterna! Devemos nos alegrar por isso! Temos na ceia do Senhor uma razão muito especial para demonstrarmos esta alegria diante de Deus.

II – Instrução:

É na Ceia do Senhor exposto de forma clara e objetiva os dois fundamentos

do Evangelho:
1- A Encarnação do Senhor Jesus: (João 1.14) (João 6.33)
2- A Expiação de Cristo. (Luc. 23. 33 a 24.1-7)

A expiação do Senhor Jesus que se deu através de Sua Morte e Ressurreição

que trouxe salvação ao homem perdido.

III – Comunhão

Ao participarmos do Pão e do Vinho, estamos expressando de forma especial que temos comunhão com Cristo. Somos também recordados e assegurados que através da Fé nos tornamos íntimos do Senhor Jesus através de Seu Espírito Santo. Como membros do Corpo de Cristo, representamos a Igreja do Senhor Jesus Na terra chamada para demonstrar aos homens o Reflexo e Caráter de Cristo.

IV – Segurança através da Nova Aliança. I Co. 11.25

Através da Aliança antiga o povo de Israel sacrificava ao Senhor. Esse

sacrifício apontava para uma nova aliança que estaria se cumprindo através da morte de Cristo Jesus que viria a ser o Sacrifício Perfeito de Deus. (Ex. 24.3-8) Através da Nova aliança, um pacto de sangue foi instituído por Cristo Jesus. (Hb. 9.14-24). Em Cristo está a Segurança da Salvação do Crente. Rm. 3.25,26. I Pe 1.2

V – Responsabilidade: (I Co 11.20-34)

Humanamente falando não há ninguém digno para participar da Ceia do Senhor. Contudo, Paulo nos fala de ações que devem ser manifestadas na vida do crente que deseja ser fiel ao Senhor na participação deste memorial tão importante na vida da igreja.

Devemos nos humilhar e nos apresentar diante do Senhor como indignos. (I Tm 1.15) – Aqueles que se julgam dignos (por eles mesmos) na verdade não estão preparados para participar desta maravilhosa celebração. O Crente se torna digno diante de Deus, quando se apresenta diante Dele em humilhação e reconhecendo suas fraquezas e pecados. Ao se humilhar diante de Deus em arrependimento receberá o perdão de Cristo. É desta forma que se torna apto para participara da ceia. Se há alguma questão que precisa ser resolvida com alguma outra pessoa, é necessário que vá até ela e se acertem diante de Deus. É Desta forma que o Senhor estará recebendo a adoração de seus servos.

VI – O Anuncio da Volta de Cristo. (I Coríntios 11.26)

Esse é um outro aspecto importante acerca da Ceia do Senhor. Quando a Igreja se reúne para esta celebração ela Proclama com a Adoração: “Jesus Cristo Morreu, ressuscitou e Voltará para buscar a Sua Igreja.”

VII – Uma Reunião de Gratidão e Louvor.

Normalmente não se pede nada ao Senhor nesses momentos. Isto porque o coração se volta apenas para o agradecimento ao Senhor pelo Seu grande amor revelado aos homens através da Morte e Ressurreição de Cristo Jesus. É uma Celebração de Gratidão e Louvor em obediência à Palavra de Deus Relembrando o que Cristo Sofreu para nos dar Vida.


Conclusão:

Diante de tais verdades que foram apresentadas só podemos louvar e bendizer ao Senhor Jesus pelo seu grande amor revelado para com os homens através de Sua Morte e Ressurreição que nos trouxe Vida. Glorificamos e exaltamos ao Senhor pelo grande privilégio de podermos participar deste maravilhoso memorial, a Santa Ceia do Senhor.

♥ Voltando à Cruz ♥

Marcos 8.34
“Então convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”.

Nas Escrituras encontramos diversos convites de Jesus direcionados ao homem: “Vinde a mim todos os que estais cansados…” Mt 11.28; Mt. 9.9 Jesus comissiona os 12 discípulos e tantos outros…

Porém, neste texto de Marcos 8.34, Jesus cercado por uma multidão lança o convite para aqueles que desejam ser seus discípulos. A multidão que cercava Jesus era composta para 3 tipos de pessoas: 1- Os discípulos, 2- Os seus inimigos, 3- Os “sanguessuga” (Aqueles que seguiam Jesus com interesse apenas na bênção, na cura, etc…), e Jesus estende este convite a todos! Hoje a mesma palavra é proferida por Jesus para a humanidade. Uma multidão de pessoas com as mesmas características daquela que seguia Jesus nos tempos bíblicos.

Em Lucas 14.27, o mesmo convite é mencionado, porém com um acréscimo bem sugestivo: “E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim, NÃO PODE SER MEU DISCÍPULO”.

Vivemos num tempo onde os rudimentos da cruz têm sido esquecidos! Vivemos um evangelho humanizado, antropocêntrico, que tirou Deus do centro de sua existência e o substituiu pelo homem. As igrejas Neopentecostais tem sido caracterizadas por esta mensagem humanista, cuja mensagem principal é reivindicação de direitos, determinação, prosperidade, bênçao, bênção, bênção!

Toda a mensagem pregada tem sido no sentido de satisfazer o “ego” humano. Você vai ficar rico, você tem poder, você é autosuficiente…

Muito pouco, ou quase nada se têm pregado sobre a cruz de Jesus!


Cruz é lugar de sofrimento e de renúncia. Renúncia significa abdicar, abrir mão de um direito legítimo, desistir voluntariamente, sacrificar.

Jesus quando tomou a sua cruz, abdicou de sua condição de Deus glorioso e justo e morreu em nosso favor uma morte que deveria ser nossa. Ele abriu mão de sua condição de inocente, por uma causa de valor Eterno… a redenção da humanidade!

Queremos a glória de Deus, as Bênçãos do Senhor, porém não queremos a sua cruz! Estar crucificado com Cristo é mais que aceitar seu sacrifício salvífico, é renunciar nosso ego, crucificá-lo com Cristo, é submeter a nossa vontade a cruz!

Tomar a cruz é intencional. Tomar a cruz é um ato voluntário! Tomar a cruz é mortal! É morte para o “eu”. E isto causa muito sofrimento para o ego!

(Escrevo da 1º pessoa do plural, pois quero me incluir nesta palavra, e não na 3º pessoa como de costume).

Tomar nossa cruz e seguir a Jesus é a prova de que verdadeiramente somos discípulos de Jesus. E isto deve acontecer diariamente. Nosso “eu” está sempre pronto a sobressair e fazer suas próprias vontades, porém Jesus todos os dias nos chama para cruscificá-lo, e carregarmos nossa cruz!

Os Evangelhos apresentam a figura de Simão o Cireneu sendo obrigado a ajudar Jesus a carregar a cruz no caminho da crucificação. E este evento não foi obra do acaso, mas estava sob o controle divino. Jesus queria que nos identificássemos com sua cruz! Nos fazer paticipantes da sua cruz, uma vez que, na verdade, os merecedores de morte de cruz, somos nós! Porém, o Senhor espera uma atitude voluntária de nossa parte. Ele não vai jogar a cruz em nossa cabeça ou nos enfiar goela abaixo, Ele nos chama, nos convida!

Tomar a cruz é renunciar direitos e vontades por uma missão. É deixar coisas boas para obter coisas incomparavelmente melhores e com valor eterno!

Nos dizemos ministros de Jesus, e oramos dizendo : – Eis-me aqui! Porém quando as oportunidades batem a nossa porta, dizemos que agora não dá! Preferimos nossas camas aconchegantes a ter que nos levantarmos no meio da noite para atendermos um telefonema de alguém aflito. Gastamos horas em frente a televisão e na internet sem tosquenejar, só que quando vamos a igreja quase dormimos no banco… E no momento do louvor então? Parece que nossas pernas pesam toneladas, parece que existe um imã no banco nos atraindo! Mas no estádio de futebol, assistindo o jogo de nosso time preferido, ficamos 90 minutos em pé tranquilamente!

Passeamos, viajamos, frequentamos a casa de amigos e saímos de lá alta madrugada com todo vigor, porém nas vigílias de oração só encontramos alguns gatos pingados e ainda assim oramos: -Eis-me aqui! Quanta mediocridade, quanta distância da cruz!

“Negue-se a si mesmo, tome a sua cruz…”

Conhecemos bem esta palavra, mas não somos capazes de acordar 5 minutos antes do habitual para gastarmos em oração a Deus. Muito menos em termos dias regulares de jejuns e consagração ao Senhor.

Oramos pedindo um avivamento, oramos pedindo de volta o primeiro amor.

Porém, se pararmos para pensar no dia da nossa conversão, vamos nos lembrar que este foi o dia em que tivemos o nosso primeiro contato com a cruz. Foi neste dia que fomos por ela confrontados. Foi neste dia que aceitamos o sacrifício de Jesus no calvário e reconhecemos que foi em nosso lugar.

Só que os dias foram se passando, e fomos nos afastando da cruz… Antes fazíamos tudo por Jesus, por sua obra e pelo seu povo com santa devoção e fervor, mas ao passar dos dias fomos “achando” que tínhamos direitos… começamos a pensar mais em nós mesmos do que na nossa missão. E dia a dia a cruz foi ficando mais distante! E achamos que Deus é quem se afastou de nós!

Precisamos voltar!!!!!!! Precisamos tomar a nossa cruz e seguir a Jesus!! Este é o grande segredo do discipulado cristão. Aqui está a chave para uma vida espiritual frutífera, vibrante e poderosa em Deus. Aqui está o caminho do primeiro amor! Voltemos à cruz enquanto ainda há tempo! Voltemos à Cruz!


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