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Amor Sacrificial

Desde que eu soube deste caso, nunca o esqueci. Para mim, é um dos melhores exemplos do que é o amor verdadeiro, o amor-sacrifício. Jan Grzebski era um ferroviário polonês. Em 1988 ele sofreu um forte golpe na cabeça enquanto tentava engatar dois vagões de trem e entrou em coma. Jan foi desenganado pelos médicos, que também encontraram um câncer em seu cérebro. Segundo eles, a recuperação era impossível, e ele não sobreviveria. Gertruda Grzebska, esposa de Jan, ignorou aquela palavra derrotista e decidiu levá-lo para casa e cuidar dele sozinha.

Jan não falava, não andava, não se comunicava de maneira alguma, nem interagia. Todo relacionamento que tiveram não existia mais, o marido forte com quem convivia há anos era agora um bebê totalmente dependente de seus cuidados. Ela terminou de criar sozinha os filhos, enquanto se esforçava para manter vivo o marido, que era capaz apenas dos movimentos mais básicos, como respirar, engolir, abrir e fechar os olhos. Ainda assim ela se revoltava quando alguém sugeria eutanásia (com a desculpa de ”interromper o sofrimento”), pois acreditava que o certo era dar a ele a chance de se recuperar. Todos os dias, Gertruda falava com o esposo como se ele pudesse ouvir, cuidava para que ele não ficasse muito tempo na mesma posição na cama, virando seu corpo para evitar as temidas úlceras de pressão, comuns em pessoas acamadas, quem podem levar à morte por infecção. Os filhos foram crescendo, se casaram, e lhes deram netos. Gertruda levava o marido para todas as principais destas da família, como se pudesse participar delas.

A incansável Gertruda teve sua  suas recompensa em 2007. Após dezenove anos em coma, Jan finalmente despertou, aos 65 anos. Os médicos creditaram a recuperação à esposa, que optou pelo caminho mais árduo. Jan estava ainda mais ligado a ela, pois se lembra de que Gertruda esteve ao seu lado quando ele mais precisava. Ela fez o que era certo e melhor para ele, abrindo mão de sua própria vida para cuidar do marido, sem cobrar nada dele por isso. Acreditou , quando nem os médicos acreditaram, esperou, perseverou… e foi recompensada.

Durante o coma, Gertruda descrevia o esposo como ”um cadáver vivo”, mesmo assim permaneceu ao seu lado. Não houve sentimento no q ela fez, nem romance, foi puro sacrifício, o verdadeiro amor. Mas você consegue pensar em uma atitude mais romântica? Nenhuma história de amor é mais bonita do que as que envolve o amor sacrificial. Gertruda recebeu uma merecida medalha de honra ao mérito do presidente polonês, por sua dedicação e sacrifício, tamanha a raridade desse tipo de amor nos dias atuais.

Diante da realidade que Gertruda viveu por dezenove anos, as perguntas são inevitáveis: O que você teria feito no lugar dela? E o que são os problemas que você tem enfrentado no seu casamento? Como desistir do seu cônjuge?

O amor verdadeiro é o amor marcado pelo sacrifício. É caro. Amor não é sentimento. Ele inclui sentimentos, mas não é definido por eles. O mundo tem associado amor com sentimento em uma receita bastante indigesta: pega a palavra ”amor”, a vontade de estar juntos, o ciúme, a cobiça, o desejo sexual… junta tudo e, através do cozimento na musica, nos filmes, na arte em geral, faz o público acreditar que isso é amor. Não é. É pirataria. O que define o amor são duas coisas conectadas: Fazer o que é certo para a outra pessoa e sacrifício.

Somente o amor sacrificial é capaz de vencer tudo. É o amor caro, genuíno. Cuidado comi imitações baratas.

 

Por: Renato Cardoso (extraído do livro ”Casamento Blindado”)

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